Tarifa extra chega antes do previsto e acende alerta para junho
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — A autarquia confirmou a ativação da bandeira amarela nas contas de luz de maio, encarecendo o consumo em R$ 1,885 a cada 100 kWh e adicionando 11 pontos-base à inflação oficial projetada para o mês, segundo estimativas da Terra Investimentos.
- Em resumo: Custo extra imediato na fatura e projeção de IPCA de 0,53% em maio.
Conta de luz já pesa: tarifa amarela hoje, vermelha 2 pode vir em junho
A equipe da gestora avalia que a medida ficou dentro do seu cenário, mas surpreendeu parte do mercado que contava com bandeira verde. Para os analistas, o agravamento do risco hidrológico e a perspectiva de El Niño criam espaço para bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro.
“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes”, ressalta a Terra Investimentos, que manteve IPCA previsto em 0,54% para junho.
Inflação, meta e o que esperar do bolso do consumidor
Com a aceleração de preços administrados, a projeção da casa para o IPCA de 2024 permanece em 4,2% ao fim de 2027, ainda acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central. Desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias busca repassar aos consumidores o custo real da geração, aliviando o caixa das distribuidoras e evitando subsídios cruzados.
No curto prazo, a conta de energia representa cerca de 4% da cesta do índice; portanto, qualquer mexida gera efeito quase imediato na inflação cheia. Historicamente, o país enfrentou o pico da bandeira vermelha 2 em 2021, quando a seca elevou o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e pressionou o IPCA para 10,06% ao ano.
Como isso afeta o seu bolso? Além da fatura mais cara, o repique na inflação pode retardar cortes futuros na Selic. Para acompanhar os próximos movimentos da política de preços e do mercado de energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Aneel