Inflação mais baixa e emprego firme explicam salto na percepção das famílias
Fundação Getulio Vargas (FGV) – Dados divulgados recentemente mostram que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1 ponto em abril, para 89,1, o maior patamar desde dezembro, sugerindo espaço para alta do consumo nos próximos meses.
- Em resumo: melhora na situação financeira atual das famílias de renda até R$ 2.100 puxou o indicador.
Sinal verde do humor das famílias pode destravar compras parceladas
O salto no componente de Situação Atual (ISA), que subiu 2,1 pontos para 85,3, foi impulsionado pelo item “finanças da família”, agora em 76,0, nível que não se via desde fevereiro de 2020, segundo dados compilados pela Reuters.
“Houve melhora da avaliação sobre a situação financeira das famílias, sobretudo dos consumidores da faixa de renda mais baixa”, destacou Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre.
Por que 89,1 ainda não é euforia, mas já anima o varejo
Historicamente, o ICC é considerado neutro ao redor de 100 pontos. Ao bater 89,1, o indicador permanece em terreno pessimista, porém registra trajetória ascendente em 2024. No ano passado, a média foi de 87,4, reforçando que a leitura de abril está acima da tendência recente.
Além da taxa de desemprego em mínimos de quase dez anos e da inflação oficial acumulada em 12 meses abaixo de 4%, a isenção do imposto de renda para rendas de até R$ 2.112 ofereceu “alívio pontual” às famílias de menor renda, segundo o estudo.
Como isso afeta o seu bolso? Se o consumidor se sente mais seguro, tende a retomar compras de maior valor e a contratar crédito, pressionando o comércio a antecipar promoções. Para mais análises sobre indicadores econômicos, visite nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / FGV