Custo invisível de jornadas exaustivas ameaça lucros e saúde coletiva
Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Relatório divulgado recentemente calcula que estresse crônico, assédio e insegurança profissional somam perdas equivalentes a 1,37% do PIB global, além de mais de 840 mil mortes por ano.
- Em resumo: cada hora extra sem gestão adequada mina a produtividade e encarece prêmios de seguro, afastamentos e rotatividade.
Perdas bilionárias expõem fragilidade das empresas
O mapeamento da OIT mostra que falhas na organização do trabalho drenam quase 45 milhões de anos de vida saudável, repercutindo em menor output industrial e serviços. Dados semelhantes já haviam sido apontados pela Reuters, reforçando que companhias sem políticas de bem-estar pagam mais caro por capital e enfrentam desvalorização de marca.
“Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde no trabalho no mundo moderno”, afirma Manal Azzi, líder de políticas de segurança e saúde da OIT.
NR-1 adiada e o efeito cascata nas finanças brasileiras
No Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 — que permitiria multas por metas abusivas, falta de suporte e assédio — foi empurrada para maio de 2026 e pode ser postergada outra vez. Em 2025, o país já havia registrado mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, onerando a Previdência e ampliando custos trabalhistas. Historicamente, cada licença eleva em até 32% a despesa com substituição e horas extras, segundo cálculos de consultorias de RH.
Como isso afeta o seu bolso? Empresas que ignoram o tema podem repassar custos a preços de produtos ou reduzir dividendos. Você acredita que sua organização está preparada para mapear esses riscos? Para mais detalhes sobre saúde corporativa e impactos econômicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Freepik