Lucros disparam 120% e Apple segue como aposta central
Berkshire Hathaway – No último sábado (2), a companhia revelou aos acionistas que o caixa combinado com Treasuries já supera US$ 380 bilhões, reforçando a tranquilidade financeira na primeira assembleia comandada por Greg Abel após a saída de Warren Buffett.
- Em resumo: liquidez recorde dá poder de fogo para aquisições sem recorrer a crédito.
Reserva recorde garante fôlego para grandes aquisições
A nova administração destacou que a posição de caixa, de acordo com ajustes apresentados por Abel, chega a US$ 380 bi – montante superior ao PIB de diversos países segundo dados do Reuters. O executivo reiterou que essa reserva permite investir “com grande volume de capital” sem depender de financiamento externo.
“Não pretendemos ser dependentes de terceiros”, frisou o CEO durante a conferência anual de Omaha.
Apple e outras gigantes concentram 61% da carteira
Apesar de ter vendido US$ 24 bi em papéis no trimestre, a Berkshire mantém US$ 288 bi alocados em ações, com 61% distribuídos entre Apple, American Express, Bank of America, Coca-Cola e Chevron. Apenas o investimento iniciado há dez anos na Apple já acumula valorização próxima de US$ 150 bi, transformando um aporte de US$ 35 bi em cerca de US$ 185 bi.
Historicamente, o conglomerado prefere posições de longo prazo em empresas com forte geração de caixa e liderança setorial – estratégia que, segundo analistas, ajudou a companhia a superar o índice S&P 500 em janelas de 10 e 20 anos. O lucro líquido do 1º trimestre saltou 120%, atingindo US$ 10,1 bi, apoiado pela menor volatilidade na marcação a mercado de investimentos e pelo avanço de 18% no lucro operacional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Berkshire Hathaway