Mesmo barato, câmbio volátil exige estratégia para não estourar o orçamento
Banco Central do Brasil – A cotação do dólar voltou a testar R$ 4,95 recentemente, menor nível em dois anos, e abriu debate entre turistas e investidores sobre a hora certa de comprar a moeda.
- Em resumo: dólar abaixo de R$ 5 reforça a dica de compras fracionadas para diluir riscos de alta repentina.
Capital estrangeiro empurra o real, mas cenário pode virar rápido
De janeiro a março, a B3 recebeu R$ 62 bilhões vindos do exterior, movimento favorecido por commodities fortes e juros domésticos elevados, segundo dados compilados pelo serviço financeiro Reuters. O fluxo sustentou o real, mesmo com tensões externas.
“Até o terceiro trimestre, é possível o câmbio estar entre R$ 5 e R$ 5,10”, projeta Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.
Por quanto tempo o alívio pode durar no seu bolso?
Modelos de casas como Suno e BTG apontam faixa estrutural entre R$ 4,90 e R$ 5,00. A projeção para dezembro, porém, sobe a R$ 5,40, refletindo eleições nos EUA, risco fiscal local e eventual queda do petróleo. Historicamente, cada corte de 1 ponto percentual na Selic tende a reduzir o diferencial de juros e enxugar dólares – movimento que já ocorreu após o fim dos ciclos de aperto em 2012 e 2016.
Como isso afeta o seu bolso? Se a viagem tem data marcada, parcelar a compra de moeda reduz o susto caso o câmbio volte a subir; quem tem flexibilidade pode esperar promoções de passagens e acompanhar a trajetória do petróleo. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil