Retorno anual de dois dígitos coloca fundos imobiliários no radar
Banco Central – A decisão recente de cortar a Selic para 14,50% ao ano foi tímida, mas suficiente para reacender o apetite por Fundos Imobiliários (FIIs), que ainda negociam com descontos expressivos frente ao valor patrimonial e oferecem dividendos entre 10% e 12% ao ano.
- Em resumo: mesmo com o IFIX em máxima histórica, várias carteiras estão até 30% mais baratas que o valor dos imóveis.
Tijolo, logística ou papel: qual segmento leva vantagem?
Os fundos de tijolo – especialmente lajes corporativas e galpões logísticos – despontam como favoritos para capturar a queda gradual dos juros, apontam gestores ouvidos pelo mercado. Dados da B3 mostram o IFIX próximo de 4 mil pontos, sinal de que a reprecificação já começou.
“Resiliência define esses fundos; o investidor pode esperar quase 1% ao mês em dividendos, mesmo num cenário de Selic elevada”, afirma Marcos Baroni, da Suno Research.
Nos fundos de papel, atrelados a CDI ou IPCA, o cenário é misto: a remuneração imediata cede com a Selic, mas o risco de crédito recua, abrindo espaço para ganhos de capital. Já os fundos de shoppings tendem a combinar recuperação de fluxo com repasses inflacionários.
Queda de juros: por que o desconto ainda persiste?
Historicamente, os FIIs só voltam a negociar acima do valor patrimonial quando a Selic desce para um dígito. Em 2020, por exemplo, o índice pagava 5,90% e o IFIX subiu 36% no ano. Hoje, com a taxa ainda acima de 14%, o capital estrangeiro segue na renda fixa, mantendo o desconto médio em 10% — e em 30% nos fundos corporativos mais alavancados. A expectativa de mais cortes até o fim do ano pode acelerar a migração e, consequentemente, comprimir esse gap.
Como isso afeta o seu bolso? Um recuo adicional de 1 ponto percentual na Selic pode elevar o preço de mercado das cotas em igual proporção ao desconto atual, potencializando o ganho total (dividendos + valorização). Para aprofundar o assunto, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney