Geopolítica do petróleo impõe cautela e muda rota de juros
Banco Central – Em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã, o mercado já trabalha com um Copom mais contido: a taxa Selic deve recuar apenas 0,25 ponto percentual na decisão desta quarta-feira (29), passando de 14,75% para 14,50% ao ano, acima do cortes esperados no início de 2026.
- Em resumo: expectativa de Selic terminal sobe para 13% e inflação deve fechar 2026 em 4,9%, acima do teto da meta.
Petróleo acima de US$ 100 trava ritmo do Copom
O preço do barril voltou a flertar com a casa dos US$ 100, ampliando a incerteza inflacionária. De acordo com dados compilados pela Reuters, a commodity acumula alta de quase 20% desde o início do conflito, pressionando custos de transporte e alimentos no Brasil.
“A política monetária continuará restritiva, mas os choques parecem transitórios”, avalia Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, ao projetar cortes mais lentos no primeiro semestre e aceleração só depois de o barril voltar a US$ 80.
O que esperar para inflação e crédito no 2º semestre
Mesmo com o IPCA-15 abaixo das projeções, serviços seguem perdendo fôlego gradualmente. Historicamente, quando a Selic superou 14% (2015-2016), o crédito às famílias caiu 7% em termos reais, sinal que tende a se repetir e aliviar a demanda interna nos próximos meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central