Maioria no Supremo pode redefinir disputas bilionárias de ICMS e fundos
Comissão de Constituição e Justiça do Senado – Na sessão de 29 de novembro, o colegiado aprovou por 16 votos a 11 o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, movimento que amplia a composição alinhada ao Planalto e desperta atenção imediata de investidores e empresas expostas a ações tributárias.
- Em resumo: Indicação avança ao plenário e pode alterar o equilíbrio de julgamentos sobre receitas de Estados e União.
O termômetro de risco muda quando o STF muda
Em Brasília, cada cadeira no Supremo conta. Uma maioria mínima pode destravar discussões sobre créditos de ICMS e teses que somam mais de R$ 1 trilhão em contenciosos, segundo estimativas da Receita Federal. Para o mercado, o avanço de Messias reduz incertezas para o governo ao julgar o novo arcabouço fiscal ou revisar benefícios setoriais.
O placar da CCJ foi de 16 votos favoráveis e 11 contrários, refletindo a correlação de forças que deve se repetir no plenário do Senado.
Histórico mostra impacto direto na arrecadação e na Bolsa
Desde 2017, decisões do STF já devolveram mais de R$ 250 bilhões às empresas — caso do “ICMS na base do PIS/Cofins”. Uma corte mais simpática ao Executivo tende a prolongar a arrecadação extraordinária que ajuda a fechar o Orçamento de 2024, favorecendo títulos públicos de curto prazo e mantendo o câmbio sob controle.
Como isso afeta o seu bolso? Mudanças no placar do Supremo influenciam o custo Brasil e, por tabela, juros, preço das ações de estatais e o ritmo das reformas. Para entender outras variáveis que mexem com o mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal