Risco geopolítico reacende alerta de preço para commodities e moedas
Ministério da Defesa de Israel – Em avaliação estratégica realizada na última quinta-feira (23), o titular da pasta, Israel Katz, afirmou que o país está “pronto para lançar golpes devastadores” contra a infraestrutura energética e econômica do Irã, aguardando apenas sinal verde dos Estados Unidos. A declaração eleva o prêmio de risco no mercado internacional de petróleo e fortalece a busca por ativos de proteção.
- Em resumo: possível ofensiva israelense ameaça energia iraniana, o que pode pressionar preços do Brent e volatilizar câmbio.
Petróleo pode voltar a flertar com três dígitos
Em 2024, cada US$ 10 de alta no barril costuma acrescentar 0,4 ponto percentual à inflação global, segundo dados da Reuters. Caso as refinarias iranianas sejam atingidas, analistas veem espaço para o Brent retomar patamar acima de US$ 100, replicando choques vistos após sanções de 2019.
“Podemos devolver o Irã à Idade da Pedra ao explodir instalações de energia e esmagar sua infraestrutura econômica”, ameaçou Katz durante a reunião estratégica.
Por que o conflito preocupa investidores
O Irã responde por cerca de 3% da oferta global de petróleo. Qualquer interrupção reduziria a produção em até 1,5 milhão de barris/dia, estimam bancos internacionais. Historicamente, eventos parecidos trouxeram:
• fuga para o dólar e para o ouro, aumentando a pressão sobre moedas emergentes;
• valorização de ações do setor de defesa, enquanto companhias aéreas e petroquímicas tendem a recuar.
Em 2022, durante a guerra na Ucrânia, o ouro saltou 13% em 60 dias e o VIX tocou 36 pontos, mostrando como choques geopolíticos costumam amplificar a aversão ao risco.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o barril avance, combustível, frete e alimentos podem ficar mais caros, corroendo poder de compra e encarecendo o crédito. Para acompanhar análises atualizadas sobre tensão no Oriente Médio e seus reflexos econômicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS