Prêmio recorde atrai, mas volatilidade pode surpreender
Tesouro Nacional – As taxas reais dos títulos públicos voltaram a disparar e, no leilão de 15/05/2031, o Tesouro IPCA+ 2029 pagava IPCA + 7,63% ao ano, sinal claro de que o mercado exige prêmios gordos para carregar dívida longa em meio à incerteza sobre inflação e Selic.
- Em resumo: juro real encosta em 7% para vários vencimentos, revelando percepção de risco fiscal e inflacionário elevada.
Curva de juros empina e pressiona IPCA+ de médio prazo
A recente abertura da curva faz com que papéis intermediários, como o IPCA+ 2035 (7,48%) e o Renda+ 2049 (7,13%), ofereçam retorno superior a muitos vencimentos longos, fenômeno apontado pelo Banco Central como típico de ciclos de aperto prolongado.
“Esse movimento indica que o mercado não vê espaço, no curto prazo, para um ciclo mais agressivo de queda de juros”.
Inflação persistente adia alívio monetário e eleva juro real
No Boletim Focus, a mediana para o IPCA de 2026 subiu para 4,86%, bem acima da meta de 4,5%. Em 2020, para comparar, o juro real médio girava perto de 3% ao ano; hoje, dobra de tamanho, refletindo câmbio volátil, petróleo firme e risco fiscal. Esses fatores explicam a cautela que mantém o Tesouro Selic 2028 com ágio mínimo (0,0453% a.a.), mas empurra os indexados à inflação para perto de 7%.
Como isso afeta o seu bolso? Ganhos acima de 7% de juro real soam tentadores, mas a marcação a mercado pode corroer o investimento antes do vencimento. Para aprofundar a análise e entender estratégias de proteção, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Tesouro Nacional