Comprometimento de renda recorde pressiona bancos e consumidores
ASA – Relatório divulgado recentemente mostra que, embora a concessão de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) tenha subido 0,9% em março, o endividamento das famílias avançou para 49,9%, com 29,7% da renda mensal já comprometida, elevando o grau de vulnerabilidade do mercado.
- Em resumo: nível de dívida das famílias atinge máxima histórica, ofuscando a leve trégua nos juros e na inadimplência.
Juros desaceleram, mas risco permanece no radar
A taxa média de juros nas novas operações subiu apenas 0,2 ponto percentual no mês, bem abaixo dos saltos anteriores, segundo dados do Banco Central do Brasil. Mesmo assim, especialistas alertam que, com quase metade da renda comprometida, qualquer pressão adicional sobre a Selic pode reacender focos de inadimplência.
“O quadro de endividamento das famílias, que continuou subindo, segue como o principal fator de vulnerabilidade do ciclo de crédito no médio prazo.” – Relatório ASA
Histórico e possíveis repercussões no consumo
Há cinco anos, o comprometimento de renda girava em torno de 22%, quase oito pontos abaixo do nível atual, mostram séries temporais do Banco Central. Somado à expansão do cartão de crédito à vista e do consignado privado, o novo patamar limita o espaço para consumo e pode frear o PIB, caso não haja reversão nos próximos trimestres.
Como isso afeta o seu bolso? Uma renda mais apertada reduz margem para compras parceladas e dificulta a renegociação de dívidas. Para mais detalhes sobre o cenário de crédito e economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ASA