Proteção ao aço nacional redesenha a disputa entre siderúrgicas
Usiminas (USIM5) – Segundo relatório mais recente do UBS BB, a exclusão repentina do aço chinês do mercado doméstico, após tarifas antidumping anunciadas em fevereiro, transformou a relação oferta-demanda e abriu espaço para uma expressiva reprecificação das ações da companhia.
- Em resumo: o banco vê potencial de valorização superior a 30% para USIM5, mesmo após alta de 36% no ano.
Aço chinês fora do jogo: o novo tabuleiro
Com as sobretaxas em vigor, entre 15% e 20% da antiga oferta perdeu competitividade, efeito comparável a retirar uma usina inteira do mapa, descrevem os analistas. A lacuna deverá ser parcialmente preenchida por fabricantes locais, o que sustenta projeção de aumento de até US$ 200 por tonelada nos preços, de acordo com dados compilados pela Reuters.
“Mesmo após o rali recente, ainda vemos espaço relevante de valorização até 2027, à medida que o mercado incorpora margens maiores”, aponta o UBS BB.
Margens em ascensão e gatilhos de preço
O primeiro trimestre já mostrou sinais dessa virada: lucro líquido de R$ 896 milhões – salto de 166% ano a ano – e margem Ebitda que subiu para 11%. A companhia aplicou um reajuste de 5% em abril e planeja novas rodadas para maio e junho, podendo levar a margem do aço a 14% em 2027, projeta o banco.
Historicamente, movimentos de proteção comercial costumam gerar ciclos de rentabilidade para o setor siderúrgico nacional. A última intervenção semelhante, em 2013, sustentou margens acima de 15% por quatro trimestres consecutivos, reforçando o paralelo traçado pelos analistas.
Como isso afeta o seu bolso? Caso as previsões se confirmem, o avanço de USIM5 pode turbinar carteiras expostas ao segmento de commodities metálicas e compensar a volatilidade de outras classes de ativo. Para entender mais sobre oportunidades ligadas a aço e mineração, acesse nossa editoria de investimentos.
Crédito da imagem: Divulgação / Usiminas