Cautela global com juros dos EUA pressiona ações brasileiras apesar da moeda norte-americana mais fraca
B3 – Na última segunda-feira, 27, o Ibovespa fechou em 189.578 pontos, queda de 0,61%, consolidando a quarta sessão consecutiva de perdas e voltando a ficar abaixo da marca psicológica dos 190 mil pontos.
- Em resumo: Índice recua mesmo com dólar a R$ 5,15, refletindo temor sobre juros globais e baixa das blue chips.
Juros futuros e commodities driblam alívio cambial
Mesmo com a retração do dólar frente ao real, influenciada pela expectativa de pausa no ciclo de alta do Federal Reserve, investidores mantiveram postura defensiva. Dados de agências internacionais de notícias apontam que o rendimento dos Treasuries de 10 anos voltou a rondar 4,5%, pressionando papéis sensíveis a juros em São Paulo.
“O índice recuou 0,61%, na mínima do dia, após tocar 191.339,94 pontos na máxima”, mostram dados preliminares da B3.
Por que o movimento chama atenção agora
Historicamente, a perda de patamares redondos do Ibovespa acende alertas técnicos, pois sinaliza mudança de humor às vésperas do fechamento mensal. Analistas lembram que o fluxo estrangeiro, positivo no acumulado de 2024, tende a oscilar quando há ruído fiscal interno ou dúvida sobre o corte da Selic pelo Banco Central. Esse pano de fundo ajuda a explicar a discrepância entre a moeda mais barata e o mercado acionário mais fraco.
Como isso afeta o seu bolso? A queda do índice pode encarecer o custo de captação das empresas e influenciar dividendos futuros. Para acompanhar análises diárias do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3