Turismo, aluguel e serviços cresceram no embalo do selo internacional
UNESCO – Desde que o órgão incluiu Olinda na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade em 14/12/1982, a cidade pernambucana viu o fluxo turístico saltar e abrir uma frente de receitas que hoje sustenta milhares de pequenos negócios, da hospedagem à gastronomia.
- Em resumo: o status global atrai mais de 2 milhões de visitantes/ano, injetando cerca de R$ 600 milhões na economia local, segundo estimativas da prefeitura.
Selo cultural virou alavanca para investimento privado
A chancela internacional funciona como “garantia de autenticidade” na vitrine mundial e, segundo dados da própria UNESCO, dobra a probabilidade de captação de capital para restaurações e eventos anuais, como o Carnaval de Olinda.
Em 1,2 km² de centro histórico, cerca de 1.500 imóveis estão tombados; reforma de fachada pode ter IPTU reduzido em até 50%, conforme lei municipal de incentivo cultural.
Valorização imobiliária e empregos: quem ganhou com a lista de 1982
Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica de Pernambuco mostra que o m² em casarões restaurados no sítio histórico subiu 210% nos últimos dez anos, superando bairros centrais de Recife. O número de empregos formais no setor de serviços locais cresceu 38% na última década, muito acima da média estadual.
Como isso afeta o seu bolso? Proprietários que mantêm imóveis preservados em área tombada podem acessar linhas de crédito mais baratas ofertadas por bancos estatais para obras de restauração. Para mais detalhes sobre desenvolvimento regional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / UNESCO