Mercado prevê pregão volátil sem gatilhos locais fortes
B3 – Na abertura desta sexta-feira (24), o Ibovespa oscila em clima de cautela, afetado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela falta de indicadores domésticos de peso, cenário que reforça a busca dos investidores por proteção em dólar e petróleo.
- Em resumo: câmbio volta ao patamar de R$ 5, enquanto o Ibovespa tenta se manter acima dos 191 mil pontos.
Tensão geopolítica reacende fuga para o dólar
A renúncia do presidente do Parlamento do Irã às negociações de paz elevou a aversão ao risco, movimento que derrubou o índice brasileiro em 0,78% no pregão anterior e puxou o dólar para R$ 5,0036, segundo dados da Reuters. Nos contratos futuros, o petróleo WTI saltou 3,11%, enquanto o Brent avançou 3,1%, acima de US$ 105, fortalecendo as ações de petroleiras na B3.
Ibovespa fechou em 191.378,43 pontos na quinta-feira (23), com Petrobras virando para alta junto ao avanço do barril Brent.
Agenda enxuta, mas Banco Central e FGV no radar
Embora a pauta local seja leve, o mercado acompanha hoje as transações correntes de março, divulgadas pelo Banco Central às 8h30, e o Índice de Confiança do Consumidor da FGV. Lá fora, destaque para as vendas no varejo do Reino Unido e a decisão de juros na Rússia. Nos EUA, o Índice de Sentimento do Consumidor de Michigan pode calibrar expectativas sobre cortes de juros do Federal Reserve.
Historicamente, períodos de conflito no Oriente Médio tendem a inflar os preços do petróleo, impactando diretamente a inflação brasileira via combustíveis. Caso a tensão persista, analistas não descartam pressão adicional sobre o IPCA-15 da próxima semana, fator que pode influenciar as próximas decisões sobre a taxa Selic.
Como isso afeta o seu bolso? Um dólar mais caro encarece produtos importados e viagens, enquanto o ganho nas ações de petróleo pode compensar parte das perdas em outros setores. Para mais análises de Economia e Mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3