Shell prepara novo aporte e mudança societária pressiona cronograma da Cosan
Cosan – A companhia admitiu recentemente que não acompanhará o aumento de capital da joint venture Raízen e, diante da reestruturação de uma dívida de R$ 65,1 bilhões, estuda encolher ou até zerar sua posição acionária.
- Em resumo: Cosan pode se tornar minoritária na Raízen e dissolver a holding entre 2027 e 2030.
Aporte da Shell muda jogo de poder na Raízen
A sócia anglo-holandesa deve liderar a capitalização que, segundo dados compilados pela Reuters, pode diluir radicalmente a fatia da Cosan. Credores também negociam transformar parte dos débitos em ações, aliviando o caixa imediato.
“A nossa participação na Raízen não deve ser expressiva”, afirmou o CEO Marcelo Martins durante conferência com investidores.
Dissolução da holding: menos dívidas e mais eficiência
Dentro de três a cinco anos, a estrutura de holding deve desaparecer, transferindo as ações de Rumo, Compass e demais ativos diretamente aos atuais acionistas. A estratégia mira reduzir a dívida líquida expandida, hoje em R$ 11,5 bilhões, 34% menor que há um ano, mas ainda elevada em cenário de juros de dois dígitos.
Historicamente, grupos brasileiros como Ambev e Itaú adotaram movimentos semelhantes para destravar valor e simplificar governança – prática vista com bons olhos pelo mercado quando acompanhada de melhora na alavancagem.
Como isso afeta o seu bolso? O redesenho societário pode mexer na liquidez e na precificação das ações CSAN3 e RZAN3. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Raízen