Casa Branca quer frear a inflação da carne com importação recorde
Casa Branca – Nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, o presidente Donald Trump deve assinar um pacote de decretos que autoriza a entrada de um volume maior de carne bovina no mercado americano com tarifas menores, numa tentativa de conter a escalada de preços após o rebanho nacional recuar ao menor nível em 75 anos.
- Em resumo: Tarifas reduzidas e crédito extra a pecuaristas prometem ampliar a oferta e aliviar o preço do bife nos supermercados dos EUA.
Tarifa menor deve aliviar pressão sobre o mercado interno
De acordo com dados da Reuters, a medida inclui a suspensão temporária das cotas que limitam a importação de carne bovina, o que abre espaço para fornecedores de países como Brasil, Austrália e Argentina aproveitarem a janela de demanda norte-americana.
“O rebanho bovino dos EUA atingiu o menor nível em 75 anos e os preços da carne continuam em alta”, informou um funcionário da Casa Branca à agência Reuters.
Impacto potencial para exportadores brasileiros e para o seu bolso
Para o Brasil, segundo maior exportador global, a flexibilização pode significar um impulso semelhante ao visto em 2017, quando o mercado americano reabriu temporariamente para a carne in natura brasileira. À época, as vendas externas cresceram 11% no trimestre seguinte, mostram dados do Ministério da Agricultura. Agora, com o dólar acima de R$5 e o consumo interno nos EUA aquecido, cada remessa pode render margens ainda mais robustas aos frigoríficos nacionais.
Como isso afeta o seu bolso? Se a oferta aumentar como espera a Casa Branca, a tendência é de recuo dos preços no varejo dos EUA e de maior competição internacional, o que pode refletir em ajustes nas cotações de arroba no Brasil. Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo