Desaceleração dos preços testa a estratégia econômica de Milei
Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) – O dado de abril aponta inflação de 2,6% e leva o acumulado em 12 meses a 32,4%, sinalizando respiro temporário, mas mantendo o mercado atento ao impacto no peso e nos juros.
- Em resumo: ritmo mensal caiu de 3,4% para 2,6%, mas câmbio segue sob pressão.
Dólar instável e acordos bilionários no radar
A trégua inflacionária ocorre enquanto o peso argentino ainda sente os solavancos provocados pela eleição provincial e pela disputa política. Analistas lembram que o governo conta com o swap cambial de US$ 40 bi fechado com os EUA para sustentar reservas, segundo dados compilados pela Reuters.
“O índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.”
Subsídios cortados e pacto com FMI pressionam o bolso
A retirada de subsídios em energia, transporte e serviços elevou tarifas ao consumidor desde 2023. Paralelamente, o acordo de US$ 20 bi com o FMI impõe metas de déficit zero e limitação de emissão monetária. Historicamente, o país exibe média anual superior a 50% desde 2018, enquanto vizinhos operam perto de um dígito.
Como isso afeta o seu bolso? Um peso fraco encarece importados e impulsiona remarcações, mesmo com o índice mensal em baixa. Para acompanhar a evolução das reformas e do câmbio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Indec