Tensão no Golfo reacende demanda por ações de óleo e gás
Petrobras e demais petroleiras brasileiras registraram avanços robustos por volta das 12h20 (UTC-3), impulsionadas pela escalada do petróleo Brent que flerta com US$ 110 o barril, movimento que recoloca o setor na liderança do Ibovespa e reforça o giro financeiro na B3.
- Em resumo: Brent sobe mais de 3% e PETR4 movimenta R$ 789,7 mi, a ação mais negociada do pregão.
- BRAV3 avança 2,36%, enquanto RECV3 e PRIO3 acompanham em ritmo menor.
Impasse geopolítico trava oferta e dispara cotação
A falta de progresso nas tratativas de paz entre Estados Unidos e Irã, somada à visita infrutífera de Donald Trump à China, mantém o Estreito de Ormuz fechado e pressiona a oferta global de petróleo. Segundo a Reuters, cerca de 20% de todo o consumo mundial da commodity cruza o corredor marítimo controlado por Teerã.
“Os mercados não ouviram o suficiente de Pequim para ficarem mais otimistas em relação ao Golfo, e os dados fortes dos EUA agora aumentam a confiança em uma alta de juros pelo Fed”, avaliou Francesco Pesole, estrategista do ING.
O que o barril a US$110 significa para a sua carteira
Historicamente, cada salto de US$10 no Brent adiciona cerca de 0,4 ponto percentual à inflação global e eleva custos de logística e energia no Brasil. Para a B3, porém, o efeito imediato é positivo: receitas de exportação da Petrobras ganham fôlego e junior oils como a Prio maximizam margens por terem produção 100% alavancada ao preço de mercado.
Como isso afeta o seu bolso? Combustíveis mais caros podem pressionar inflação e juros, mas também valorizar ações ligadas ao setor. Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras