Fuga da capital e retorno recorde empurram preços para novos patamares
JHSF – Desenvolvedora à frente do Complexo Boa Vista e de outros projetos de ultra-luxo, a companhia se tornou o símbolo de um movimento que, recentemente, levou o preço do metro quadrado em Porto Feliz de R$ 700 para mais de R$ 2.200 em pouco mais de um ano, sacudindo todo o mercado de imóveis premium do interior paulista.
- Em resumo: terrenos triplicaram de valor e mansões já são vendidas por até R$ 300 milhões.
Condomínios viram “cidades privadas” para milionários
Escolas bilíngues, hospitais de referência e até praias artificiais agora fazem parte do pacote oferecido por empreendimentos como o Complexo Boa Vista, Fazenda da Grama e Quinta da Primavera. Segundo levantamento da Valor Econômico, a busca por lazer e segurança acelerou negócios de alto padrão depois da pandemia, atraindo famílias do agronegócio, executivos e celebridades.
“Ao pousar no Aeroporto Executivo Catarina, o morador leva apenas 15 minutos de helicóptero até a casa em Boa Vista”, destaca Lucas Melo, da corretora de luxo MBRAS.
Oferta cresce, mas exclusividade é o ativo mais disputado
Com dezenas de lançamentos simultâneos, incorporadoras travam uma batalha por terrenos e por um público disposto a pagar prêmios cada vez mais altos. A valorização é reforçada pela queda da taxa Selic desde 2023, que redireciona parte do capital de investidores para ativos reais, enquanto o déficit habitacional em segmentos de baixa renda segue elevado – uma contradição típica do ciclo imobiliário brasileiro.
Como isso afeta o seu bolso? Mesmo que você não pretenda comprar uma mansão, a expansão do mercado de luxo pressiona o custo de terras vizinhas, influencia contratos de locação corporativa e pode gerar efeitos colaterais nos fundos imobiliários focados em alto padrão. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / JHSF