Sondagem acende alerta sobre risco político precificado nos ativos
Datafolha — O instituto revelou, na última semana, que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados, com 45% das intenções de voto cada, em um hipotético segundo turno presidencial.
- Em resumo: a pesquisa foi feita antes da divulgação de mensagens que sugerem um pedido de R$ 61 milhões para financiar filme pró-Bolsonaro.
Pedido de R$ 61 milhões reacende debate sobre caixa eleitoral
O caso, detalhado após reportagens do Intercept, envolve o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e ampliou a pressão sobre o senador. Segundo apuração da Reuters, episódios de incerteza política costumam elevar o prêmio de risco de países emergentes.
“O Datafolha ouviu 2.004 pessoas entre 12 e 13 de maio; a margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança, de 95%.” Registro TSE: BR-00290/2026.
Impacto potencial em câmbio, juros e Bolsa
Historicamente, cada ponto percentual de instabilidade eleitoral adiciona volatilidade ao câmbio: na corrida de 2022, o dólar chegou a oscilar 12% entre agosto e outubro. Analistas lembram que um cenário indefinido costuma levar o Banco Central a ser mais cauteloso no ciclo de afrouxamento monetário, postergando cortes adicionais na Selic e encarecendo o custo de capital para empresas.
Como isso afeta o seu bolso? Um risco político maior pode pressionar preços de alimentos via dólar e tornar o crédito mais caro. Você acha que a tensão eleitoral vai pesar no seu orçamento em 2026? Para acompanhar outras análises sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Datafolha