Achado arqueológico evidencia quanto ainda falta investir em infraestrutura hídrica
Mohenjo-Daro — O sítio de 4.500 anos localizado no atual Paquistão acaba de ganhar destaque entre economistas e engenheiros: sua rede de esgoto em tijolos cozidos, interligada a banheiros domésticos, é mais sofisticada que a de muitas cidades modernas, jogando luz sobre o impacto financeiro do déficit de saneamento ainda enfrentado por mercados emergentes.
- Em resumo: a antiga metrópole do Vale do Indo apresenta um sistema hidráulico completo que muitos países só começaram a implantar massivamente no século XX.
Sistema milenar que já resolvia perdas econômicas modernas
Poços artesianos, fossas de decantação e canaletas pluviais faziam parte de um planejamento urbano padronizado. De acordo com relatórios arqueológicos citados pela Reuters, o encanamento selado com betume evitava contaminações — problema que ainda gera custos anuais expressivos em saúde pública e produtividade no Sul global.
“Tubulações subterrâneas totalmente seladas com betume contra infiltrações tóxicas garantiam água limpa e menor incidência de doenças.” (documentação do sítio de Mohenjo-Daro)
Déficit de saneamento no Brasil vira alerta de competitividade
Enquanto a cidade do deserto já tratava resíduos há milênios, dados do IBGE indicam que pouco mais da metade das residências brasileiras possuía ligação à rede coletora em 2022. Cada ponto percentual de avanço nesse índice reduz gastos hospitalares e amplia o potencial de retorno de projetos de concessão na B3.
Como isso afeta o seu bolso? Investimentos privados em saneamento tendem a destravar novas oportunidades de ações e fundos de infraestrutura, além de diminuir a conta de água ao reduzir perdas operacionais. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Archaeological Institute of America