Fila encolhe, mas exigências escondidas pegam segurados de surpresa
INSS – Mesmo após reduzir o estoque de 3,1 milhões para 2,7 milhões de solicitações, o Instituto revela que um quarto dos processos continua parado porque o próprio requerente não concluiu todas as etapas exigidas, adiando por meses a entrada do dinheiro no orçamento familiar.
- Em resumo: 25% das análises ficam congeladas à espera de documentos, perícia ou comprovação de dependência.
Perícia, documentos e prazos: onde o processo emperra
Auxílios por incapacidade precisam de agendamento médico; pensão por morte exige prova de dependência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) combina avaliação socioeconômica e laudo de saúde. Cada pendência reabre o cronômetro dos prazos legais de 30 a 90 dias, previstos na Lei 8.213/91.
Em março, o tempo médio de análise bateu 54 dias, acima do mínimo legal, segundo dados internos do INSS.
Histórico da fila e impacto no bolso do beneficiário
O represamento vinha crescendo desde 2024 e atingiu o pico de 3,1 milhões em fevereiro deste ano. A força-tarefa criada pelo governo reduziu 400 mil pedidos em um mês, mas a melhora perde impulso quando faltam laudos, CPF atualizado ou vínculos trabalhistas corretamente registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Em um benefício médio de R$ 1.600, cada mês de atraso representa R$ 19.200 ao ano – valor que não circula na economia local nem ajuda na quitação de dívidas. Monitorar o aplicativo Meu INSS, responder exigências em até 30 dias e pedir prioridade por idade ou doença grave são passos que evitam prejuízos.
Como isso afeta o seu bolso? Seu pedido está parado ou próximo do vencimento do prazo? Para mais detalhes sobre comprovação de direitos e prazos de recursos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS