Desejo de pausa revela custo oculto da maternidade e ameaça vendas sazonais
Rutgers Center for Women in Business — Em levantamento publicado recentemente, o instituto ouviu 288 mães e 292 pais e constatou que, para 41,7% delas, o presente ideal no Dia das Mães é simplesmente “tempo para si”, superando flores, perfumes ou joias e sinalizando um alerta para o varejo de datas comemorativas.
- Em resumo: mães com filhos de 5 a 12 anos são 2,4 vezes mais propensas a pedir tempo livre do que pais na mesma faixa.
Por que “tempo para si” custa tão caro?
Dados da PNAD Contínua do IBGE indicam que mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais a tarefas domésticas não remuneradas, quase o dobro do tempo masculino. Esse “segundo turno” reduz a janela para descanso e eleva o custo de oportunidade de qualquer atividade de lazer.
Entre responsáveis por crianças de 5 a 12 anos, 41,7% das mães escolheram “tempo para si” como presente ideal, contra 17,6% dos pais. Presentes físicos foram a opção menos popular entre ambos os grupos.
Impacto no consumo e na economia doméstica
Quando a principal demanda não envolve gasto direto, o setor de presentes pode sentir uma retração pontual. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, o tíquete médio do Dia das Mães gira em torno de R$ 250; se parte desse montante for deslocada para serviços como babysitting ou day spa, há migração de receita do varejo tradicional para economia de serviços pessoais.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tendência ganhar tração, varejistas terão de rever estoques e promoções, enquanto famílias poderão redistribuir o orçamento para contratar auxílio temporário. Para mais análises sobre finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
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