Volume de chuva previsto acende sinal de alerta entre exportadores e tradings
Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta – O órgão científico advertiu que a frente fria que chega à Baixada Santista neste domingo, 3, deve trazer precipitações acima da média, com potencial de interromper operações no maior complexo portuário da América Latina e mexer com o fluxo de caixa de companhias ligadas ao agronegócio.
- Em resumo: paralisação temporária do Porto de Santos pode encarecer fretes e gerar atrasos em contratos de exportação.
Choque climático pode travar embarques e afetar receitas
Dados da Reuters mostram que cada dia de parada total no Porto de Santos custa, em média, US$ 40 milhões em multas de demurrage e reprogramação de navios, valores que costumam ser repassados aos compradores.
A passagem de uma frente fria deve provocar mudanças significativas no tempo na Baixada Santista ainda neste domingo, 3.
Histórico indica efeito cascata em preços de commodities
Em fevereiro de 2020, chuvas semelhantes fecharam o canal de navegação por 36 horas, elevando em 12% o custo do frete marítimo de soja brasileiro para a Ásia, segundo a Autoridade Portuária. Quando o fluxo no terminal diminui, exportadores precisam redirecionar cargas ou pagar taxas extras, pressionando margens já apertadas.
Como isso afeta o seu bolso? A depender da duração da paralisação, reajustes podem aparecer tanto nas gôndolas quanto em contratos futuros de grãos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unisanta