Barril em três dígitos liga sinal de alerta para inflação e consumo
Casa Branca – Em declaração recente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que o país terá de conviver com gasolina mais cara “por um tempo” após o preço do petróleo retomar o nível de US$ 100 em meio à tensão com o Irã.
- Em resumo: alta do petróleo eleva custo do combustível e pressiona a inflação norte-americana.
O barril volta a patamar que não se via desde 2014
O contrato Brent para entrega imediata tocou a marca psicológica de três dígitos, movimento sustentado pela oferta apertada e pela incerteza geopolítica. Dados compilados pela Reuters mostram que cada avanço de US$ 1 no barril adiciona cerca de 2,4 centavos ao preço médio do galão nas bombas dos EUA.
“Os americanos devem enfrentar gasolina mais cara por um tempo”, reconheceu Trump, ao comentar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Inflação, juros e consumo: as peças se movem no tabuleiro
Combustíveis representam aproximadamente 7% do CPI americano. Analistas lembram que, a cada US$ 10 de valorização do barril, a inflação anual pode subir 0,2 ponto, reduzindo a margem de manobra do Federal Reserve para cortar juros. A última vez que o petróleo manteve-se acima de US$ 100, em 2011-2014, o ritmo de crescimento do PIB dos EUA caiu de 2,6% para 1,8%, segundo histórico do Bureau of Labor Statistics.
Outro ponto de pressão é a Strategic Petroleum Reserve, hoje no menor nível desde 1984. A liberação de estoques emergenciais atenuaria choques pontuais, mas não resolveria um déficit estrutural de oferta caso as tensões se prolonguem.
Como isso afeta o seu bolso? Se o petróleo se mantiver nos três dígitos, passagens aéreas, fretes e até produtos de supermercado tendem a encarecer. Para mais análises sobre os movimentos do mercado de energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca