Movimento abre caminho para consolidação dos ativos hídricos paulistas
Sabesp – na noite da última sexta-feira (24), a companhia lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações dos minoritários da Emae a R$ 61,83 cada, primeiro passo para incorporar a geradora de energia e retirar seus papéis da B3.
- Em resumo: minoritários têm 15 dias para pedir laudo independente antes de trocar Emae por ações da Sabesp ou receber em dinheiro.
Oferta compulsória e prazo apertado para minoritários
Pela Instrução 361 da Comissão de Valores Mobiliários, quem assume o controle de uma companhia listada deve estender o mesmo preço aos demais acionistas. A Sabesp, para evitar duas OPA simultâneas, solicitou à CVM a junção dos processos em um único edital, mantendo o valor corrigido pela Selic desde 21 de janeiro.
“O preço será de R$ 61,83 por ação, o mesmo pago pelo bloco controlador, atualizado pela taxa Selic”, detalhou a Sabesp no fato relevante.
Por que a retirada da Emae da Bolsa interessa à Sabesp
Ao integrar os ativos hídricos da Emae – que incluem as represas Billings e Guarapiranga e usinas no interior de São Paulo – a Sabesp reduz custos regulatórios, simplifica a governança e ganha escala em geração própria de energia, estratégia vista em outras estatais saneadoras. Segundo dados do mercado de energia mapeados pela Reuters, autossuficiência elétrica pode cortar até 7% das despesas operacionais de empresas de saneamento.
Além disso, a operação encerra o breve controle de Nelson Tanure, adquirido em 2024 por cerca de R$ 1 bilhão e posteriormente tomado por credores após a crise de garantias ligadas ao grupo Ambipar.
Como isso afeta o seu bolso? A troca forçada pode alterar liquidez dos papéis e criar oportunidade de arbitragem para quem decidir permanecer em Sabesp. Para mais análises sobre movimentos societários, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Sabesp