iPhone 17 impulsiona ganhos, mas gargalo de produção permanece no radar
Apple (AAPL) reportou, no encerramento de seu 2º trimestre fiscal, um lucro líquido de US$ 29,58 bilhões, surpreendendo Wall Street e agitando o pregão da Nasdaq.
- Em resumo: resultado veio 19% acima do ano anterior, puxando o papel para alta de 5,15%.
Venda forte do iPhone 17 sustenta receita recorde
A linha flagship respondeu por quase US$ 57 bilhões em receita, salto de 21,7%. De acordo com dados da Reuters, é o maior avanço trimestral desde 2022, reforçando o ciclo de troca do modelo 17.
“Poderíamos ter vendido ainda mais se houvesse oferta suficiente de chips avançados”, disse o diretor financeiro Kevan Parekh, sinalizando que o gargalo de semicondutores limita a entrega de aparelhos.
Corrida da IA desvia semicondutores e eleva custos
O problema não parte de Cupertino: a Taiwan Semiconductor (TSMC) prioriza encomendas de fabricantes voltados à inteligência artificial, como Nvidia. Isso enxuga a disponibilidade de processadores para smartphones e pode encarecer o bill of materials da Apple nos próximos trimestres.
Historicamente, cada 1 ponto percentual de aumento no custo do chip recorta até 20 pontos-base da margem bruta da companhia. Se o redirecionamento de produção persistir, analistas temem ajuste de preço ou redução de volumes, cenário que pressiona a ação mesmo após o rali inicial.
Como isso afeta o seu bolso? Se a escassez de semicondutores alongar-se, a volatilidade das Big Techs tende a aumentar. Para acompanhar outros desdobramentos sobre investimentos em tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple