Descoberta pré-histórica pode impulsionar turismo e proteção ambiental
Universidade de Exeter — Pesquisadores revelaram recentemente um mural de arte rupestre que se estende por quase 13 quilômetros na Serranía de la Lindosa, Colômbia, datado de 12.500 anos. O achado, já apelidado de “Capela Sistina da Antiguidade”, reacende discussões sobre a economia do ecoturismo e os riscos de desmatamento que podem comprometer esse patrimônio inestimável.
- Em resumo: Milhares de pinturas pré-históricas podem transformar a região num polo de turismo cultural e científico.
Megafauna extinta vira atração — e vetor de receita local
As paredes exibem mastodontes, preguiças-gigantes e figuras humanas em rituais. Segundo reportagem da Reuters, descobertas arqueológicas similares elevaram em até 30 % o fluxo de visitantes em áreas protegidas de outros países sul-americanos.
“A escala das pinturas sugere ocupação densa e contínua, o que muda nossa compreensão sobre os primeiros povos amazônicos”, apontam os autores do projeto LASTJOURNEY, que reúne especialistas britânicos e colombianos.
Conservação x exploração: o dilema econômico da Amazônia
Embora a Colômbia tenha ampliado unidades de conservação nos últimos anos, ONGs alertam que o avanço da fronteira agrícola continua ameaçando sítios históricos. Dados do Ministério do Meio Ambiente colombiano mostram que o país perde, em média, 170 mil hectares de floresta por ano — e cada 1 % de perda pode reduzir o potencial turístico em US$ 27 milhões, segundo estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Como isso afeta o seu bolso? A preservação desses sítios pode gerar empregos e estimular serviços locais; já a degradação impõe custos ambientais que recaem sobre toda a sociedade. Para acompanhar outros temas que cruzam patrimônio histórico e economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade de Exeter