Volatilidade domina Wall Street em meio a tensão no Irã e dados de preços
Federal Reserve dos EUA – A leitura mais forte do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de abril deixou investidores em compasso de espera sobre o rumo dos juros, alimentando oscilações nos principais índices nova-iorquinos na última terça-feira.
- Em resumo: Nasdaq tombou 0,70%, enquanto o Dow Jones virou para alta de 0,11% graças às ações de energia.
Setor de chips sente o baque da inflação
Empresas de semicondutores devolveram parte dos ganhos recentes após o avanço inesperado dos preços ao consumidor. Papéis da Qualcomm caíram 11,46% e Intel cedeu 6,84%, puxando o Nasdaq para o vermelho. Segundo levantamento da Bloomberg, o segmento vinha acumulando valorização de dois dígitos no trimestre, o que intensificou a realização de lucros.
“Os dados do CPI trouxeram poucos sinais positivos e reforçaram preocupações sobre a persistência das pressões inflacionárias”, avaliou Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago.
Energia salva Dow; previsão para S&P 500 sobe
Na contramão, as petrolíferas Chevron e ExxonMobil ganharam 0,65% e 0,63%, sustentadas pela alta do barril após novos ataques no Oriente Médio. A escalada levou Edward Yardeni, da Yardeni Research, a revisar a projeção de fim de ano para o S&P 500 de 7.700 para 8.250 pontos, citando demanda consistente por ativos defensivos.
O que o CPI de abril revela sobre o bolso do investidor
O aumento no custo de vida americano veio acima da média dos últimos três meses, reforçando a leitura de que o pico de inflação ainda não ficou para trás. Historicamente, surpresas altistas no CPI se traduzem em percepção de política monetária mais restritiva, o que tende a pressionar ações de crescimento e valorizar o dólar frente a moedas emergentes.
Como isso afeta o seu bolso? Uma trajetória de juros mais elevados nos EUA pode encarecer captações de empresas brasileiras e reduzir liquidez em bolsas globais. Para mais análises sobre cenários de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS