Como usar despesas de educação para engordar o valor a receber
Receita Federal — Contribuintes que pagaram mensalidades escolares ou universitárias em 2025 podem transformar essa despesa em um reforço na restituição do Imposto de Renda de 2026, desde que optem pelo modelo completo.
- Em resumo: cada pessoa declarada — titular, dependente ou alimentando — dá direito a deduzir até R$ 3.561,50 em educação formal.
Limite individual evita desperdício de dedução
A regra aplica o teto por CPF incluído na declaração. Assim, uma família com três dependentes pode somar mais de R$ 10 mil em abatimentos, desde que cada um tenha comprovantes de mensalidades aceitos. Segundo a Receita Federal, somente cursos regulares — da educação infantil ao doutorado — entram na conta.
“O programa calcula automaticamente o limite de R$ 3.561,50 por pessoa, reduzindo a base de cálculo e, consequentemente, o imposto a pagar ou aumentando a restituição.” — Instrução Normativa da Receita
O que fica de fora e como provar os gastos
Material didático, transporte escolar, cursos de idiomas ou esportes não são dedutíveis. Para não cair na malha fina, guarde boletos quitados, recibos e o CNPJ da instituição de ensino por, no mínimo, cinco anos — prazo em que o Fisco pode solicitar comprovação. O limite foi corrigido pela última vez em 2015, o que torna ainda mais valioso aproveitar cada centavo disponível.
Como isso afeta o seu bolso? Declarar corretamente pode representar um alívio de até R$ 1.424,60 (27,5% do teto) por pessoa. Para mais orientações sobre declarações e benefícios fiscais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal