Tom mais duro do Fed dispara modo de defesa nos mercados locais
B3 – O principal índice da bolsa brasileira aprofundou a correção e encerrou a última quarta-feira em 184.750 pontos, baixa de 2,05%, após o Federal Reserve manter a taxa entre 3,50% e 3,75% e sinalizar preocupação extra com a inflação.
- Em resumo: já são seis sessões de perda, com recuo de quase 14 mil pontos desde o recorde de 14 de abril.
Fed trava juros, mas avisa: inflação segue no radar
O presidente Jerome Powell admitiu que choques de oferta, especialmente no petróleo, podem exigir mais paciência – declaração que, segundo análise da Reuters, manteve viva a chance de aperto adicional.
“Se o quadro inflacionário piorar, não hesitaremos em ajustar a política”, reforçou Powell, elevando a aversão ao risco global.
Impacto no Brasil: rotação defensiva e pressão sobre a Selic
Com a incerteza externa, investidores migraram para setores mais resilientes, enquanto papéis cíclicos e commodities lideraram as quedas. Historicamente, uma sequência de seis recuos só ocorreu nove vezes desde 2010, todas associadas a choques de política monetária ou crises geopolíticas.
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