Procedimento ganha força entre mulheres que priorizam carreira e estabilidade financeira
São Paulo Innovation Week – Durante o painel “Congelar, Planejar ou Esperar?”, especialistas alertaram que adiar a decisão de congelar óvulos pode dobrar o gasto com tratamentos de fertilidade, pressionando o orçamento de quem já pensa em resguardar a renda para outros projetos.
- Em resumo: congelar antes dos 35 amplia a chance de gravidez e evita altas despesas extras com ciclos adicionais.
Idade mais avançada pesa no bolso e no resultado
Segundo dados divulgados no evento, a reserva ovariana cai acentuadamente a partir dos 35 anos – o que força mais ciclos de estimulação hormonal e aumenta a conta final. Estudos do Ministério da Saúde confirmam que a qualidade dos óvulos também se deteriora, exigindo maior número de unidades congeladas para atingir a mesma taxa de sucesso.
“O tempo é muito cruel com a nossa vida reprodutiva”, reforçou a ginecologista Melissa Cavagnoli, especialista em reprodução assistida.
Por que planejar o investimento até os 30 anos
Ao iniciar a avaliação da reserva ovariana cinco anos antes do limite de 35, a mulher ganha margem para negociar pacotes de laboratório, distribuir o custo dos medicamentos em parcelas menores e evitar correria que pode inflacionar o tratamento. Além disso, o armazenamento anual do material, embora fixo, costuma ser mais barato do que repetir novos ciclos no futuro.
Como isso afeta o seu bolso? Quanto mais cedo você define a estratégia, menor a probabilidade de desembolsar valores extras com procedimentos de alto risco ou terapias complementares. Para mais orientações sobre planejamento financeiro de longo prazo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay