Pacote emergencial mira caixa de exportadoras e indústria nacional
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – O banco de fomento abriu ontem o guichê para um crédito total de R$ 21 bilhões, destinado a empresas que vêm sofrendo com o salto no preço do petróleo e as barreiras comerciais provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: quatro linhas de financiamento, com juros a partir de 1,06% ao mês, podem ser contratadas por companhias de 10 setores estratégicos.
Taxas, prazos e quem pode pedir
O pacote cobre capital de giro, exportação, compra de máquinas e projetos de expansão. As taxas partem de 1,06% ao mês e o teto de cada operação é de R$ 50 milhões, condições consideradas benignas se comparadas ao custo médio de mercado, hoje acima de 1,80% ao mês, segundo levantamento da agência Reuters.
“A linha Giro Exportação possui taxa de 1,2% ao mês, prazo de 60 meses e carência de até 12 meses, limitada a R$ 50 milhões”, detalha o BNDES.
Setores contemplados e impacto na produção
Podem pleitear o crédito empresas de siderurgia, fertilizantes, móveis, automotivo, têxtil, farmacêutico, eletrônicos, informática e minerais críticos. Esses segmentos concentram cadeias globais longas e dependem de insumos cujo custo disparou após o início do conflito. A nova rodada integra a segunda fase do Plano Brasil Soberano, que em março já havia liberado R$ 15 bilhões para exportadoras — agora reforçados por mais R$ 6 bilhões e pela flexibilização para negócios afetados por tensões geopolíticas.
Como isso afeta o seu bolso? Menores custos de financiamento tendem a preservar empregos e segurar repasses de preços ao consumidor. Para acompanhar outras medidas que mexem com a economia, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / BNDES