Robôs-cães exibem o poder algorítmico que move fortunas digitais
Neue Nationalgalerie – A instituição berlinense abriu as portas para “Regular Animals”, instalação de Mike Winkelmann (Beeple) que usa cães-robôs com as faces de Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos para escancarar quanto os algoritmos desses bilionários moldam percepções — e, por consequência, os fluxos de capital global.
- Em resumo: obra liga influência cultural à capacidade de direcionar trilhões de dólares via redes e plataformas.
Bilionários viram “mascote” de algoritmos em pleno museu
Os robôs se movem livremente, capturam fotos do público e “defecam” impressões processadas por IA, cada uma no estilo atribuído à celebridade estampada. A crítica de Beeple ecoa estudos sobre concentração de dados publicados pelo serviço de análise da Reuters, que mostram como poucos grupos de tecnologia definem o que bilhões de pessoas veem todos os dias.
“No passado, nossa visão de mundo era influenciada por artistas. Hoje, ela é moldada por bilionários da tecnologia que controlam esses algoritmos”, disse Beeple à Associated Press.
Do leilão milionário aos riscos regulatórios
O debate não é novo: em 2021, o próprio Beeple vendeu um NFT por US$ 69 milhões na Christie’s, prova de que narrativas digitais podem gerar valor financeiro tangível. Agora, ao colocar os CEOs no corpo de robôs, o artista relembra que o preço das ações de empresas de mídia social costuma oscilar após mudanças sutis no feed, impactando holdings, fundos de índice e, em última instância, o dinheiro de pequenos investidores.
Como isso afeta o seu bolso? Cada ajuste nas plataformas administradas por Musk ou Zuckerberg redefine métricas de engajamento que sustentam publicidade, e isso reverbera na receita das companhias listadas. Para acompanhar outras análises de impacto econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Neue Nationalgalerie