Escalada no Golfo eleva preços e derruba bolsas asiáticas
Federal Reserve dos EUA – Mesmo mantendo os juros inalterados em 29/04/2026, a autoridade monetária assistiu a uma disparada no petróleo Brent para US$ 125,36 por barril, impulsionada pela decisão do presidente Donald Trump de prolongar o bloqueio no Estreito de Ormuz. O salto no barril reacendeu temores de inflação global e empurrou o dólar para 160,51 ienes, o maior nível em quase dois anos.
- Em resumo: Brent sobe 6,2% e dólar renova máxima; bolsas asiáticas recuam.
Petróleo toca pico desde 2008 com tensão EUA-Irã
O mercado de energia reagiu imediatamente ao anúncio de Washington. A referência europeia para junho ganhou 6,2%, enquanto o contrato WTI subiu 2,3%, para US$ 109,38. De acordo com estimativas da Reuters, este é o maior patamar do Brent desde o recorde de US$ 147,50 registrado durante a crise financeira de 2008.
“O colapso das conversas entre EUA e Irã, somado à rejeição de Trump à reabertura de Ormuz, reduz a esperança de retomada dos fluxos de petróleo”, apontaram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas do ING Bank.
Dólar vira refúgio e pressiona moedas emergentes
A aversão a risco fortaleceu o dólar frente às principais divisas: o euro recuou para US$ 1,1663 e o iene cedeu ao menor valor em 24 meses. Historicamente, rupturas no fornecimento pelo Golfo Pérsico representam choques de oferta que se traduzem em energia mais cara e pressão inflacionária global, cenário que costuma levar investidores a migrar para ativos denominados em dólar.
O impacto já pôde ser sentido nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos, que avançaram para 4,42%. Para economias emergentes, juros internacionais mais altos encarecem o custo de empréstimos e podem limitar o espaço de políticas de estímulo interno.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images via BBC