Congresso discute ajuste inédito que pode turbinar restituições
Câmara dos Deputados – Um projeto em tramitação promete quase dobrar o limite de dedução com educação no Imposto de Renda, de R$ 3.561,50 para R$ 7.000 por pessoa, aliviando a carga tributária de quem arca com mensalidades privadas.
- Em resumo: teto de dedução saltaria 96%, elevando o potencial de restituição para declarantes do modelo completo.
Por que o teto de dedução ficou defasado
O último reajuste ocorreu em 2015, enquanto as mensalidades escolares avançaram acima da inflação. Segundo levantamento da IPCA/IBGE, a categoria educação subiu mais de 60% na última década, corroendo o benefício fiscal.
O texto prevê limite de R$ 7.000 por dependente, abarcando educação infantil, ensino técnico, graduação, pós e EJA, mas ainda precisa passar por comissões e Plenário antes de virar lei.
Quando o novo limite pode valer no seu IR
Mesmo se aprovado ainda este ano, a mudança só valeria para declarações entregues após a sanção presidencial. Até lá, a Receita Federal mantém o teto vigente de R$ 3.561,50. Guardar recibos continua essencial: todos os valores devem ser informados, ainda que a parcela excedente não seja abatida.
Como isso afeta o seu bolso? Uma família com dois dependentes pode economizar até R$ 6.877 no cálculo do imposto, dependendo da faixa de renda. Ficou interessado em maximizar suas deduções? Saiba mais em nossa editoria de Finanças Pessoais.
Crédito da imagem: Divulgação / Câmara dos Deputados