Trégua adia risco militar, mas amplia incerteza nos mercados
Casa Branca – A decisão dos Estados Unidos de estender o cessar-fogo com o Irã, anunciada na última terça-feira (21), adiou uma escalada militar imediata, mas injetou nova volatilidade no câmbio e no mercado de commodities, sobretudo no petróleo.
- Em resumo: temor de bloqueio no Estreito de Ormuz manteve o Brent acima de US$ 90 e puxou o dólar para perto de R$ 5,30.
Estreito de Ormuz segue como gatilho para o barril
Quase 20% de todo o petróleo comercializado no mundo cruza diariamente o Estreito de Ormuz, lembra estudo da Reuters. Ao reforçar o patrulhamento na rota, Teerã apreendeu navios e trocou disparos com embarcações estrangeiras, enquanto Washington manteve um bloqueio naval parcial.
“Os Estados Unidos não encerrarão o bloqueio até que a guerra termine”, declarou o Departamento de Defesa, citando a segurança de fluxos energéticos globais.
A cada notícia de tensão, fundos aumentam posições defensivas em energia e moedas fortes, comprimindo margens de importadoras brasileiras e pressionando a inflação ao consumidor.
Sanções e contas de guerra pesam no caixa norte-americano
No mesmo período, Washington anunciou dois pacotes adicionais de sanções, congelando US$ 344 milhões em criptomoedas e mirando companhias aéreas ligadas a Teerã. Apesar do endurecimento, o conflito já custou entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões ao Tesouro americano – algo próximo de US$ 1 bilhão por dia de confronto efetivo.
Para investidores, o aumento de gasto militar tende a ampliar o déficit fiscal dos EUA, fator que sustenta juros longos mais altos e, por tabela, afeta o custo da dívida corporativa no Brasil.
Como isso afeta o seu bolso? Se o gargalo em Ormuz se agravar, gasolina e diesel podem subir novamente nas bombas, e o dólar mais caro encarece viagens e produtos importados. Para acompanhar a cobertura completa de Economia & Mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters