IA turbina golpes e impõe nova corrida por segurança digital
Polícia Federal — Dados revelados recentemente mostram que 42,5% das fraudes financeiras registradas no país em 2025 já utilizaram inteligência artificial, empurrando prejuízos de R$ 1,8 bilhão apenas contra bancos e infraestruturas de pagamento.
- Em resumo: deepfakes de voz e vídeo avançaram 830% em um ano, colocando o Brasil na liderança latino-americana desse crime.
Golpes ganham escala industrial e miram o Pix
Ferramentas de IA geram áudios e vídeos hiper-realistas que enganam vítimas em segundos, enquanto scripts automáticos enviam e-mails, SMS e páginas falsas em massa. Segundo estimativas da Febraban, o setor financeiro concentrou 54,3% das tentativas de golpe bloqueadas em 2025.
“Entre julho de 2025 e abril deste ano, fraudes digitais já custaram R$ 1,8 bilhão aos bancos”, detalha o relatório da PF.
Reguladores e bancos respondem com novas exigências
Para conter a escalada, o Banco Central tornou obrigatória, desde 1º de março de 2026, a Inteligência de Ameaças Cibernéticas (Resoluções CMN 5.274 e BCB 538). As normas exigem monitorar dark web, relatar incidentes e reforçar a governança de riscos em sistemas como o Pix.
Do lado corporativo, instituições destinam cerca de 10% do orçamento de TI à segurança. Algoritmos de biometria comportamental — capazes de reconhecer o jeito de segurar o celular ou o padrão de toques na tela — já reduziram em até 50% as tentativas de fraude em grandes bancos.
Como isso afeta o seu bolso? Golpistas usam IA para personalizar ataques e acelerar pedidos de transferência instantânea; desconfiar de mensagens urgentes nunca foi tão vital. Para saber como proteger suas finanças e acompanhar novas regras do mercado, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal