Comparativo revela distância entre títulos isentos e a poupança
Banco Central do Brasil — Após reduzir a taxa Selic para 14,50% ao ano recentemente, a autoridade monetária mantém a renda fixa como protagonista para quem tem recursos relevantes. A simulação abaixo mostra quanto R$ 1 milhão pode render em 12 meses, sem novos aportes.
- Em resumo: LCI/LCA isentas entregam 12,45% líquidos; poupança fica em apenas 8,36%.
Qual aplicação entrega maior retorno líquido?
De acordo com dados do Banco Central, taxas de dois dígitos seguem atraentes para papéis atrelados à Selic. No cenário projetado, o investidor veria diferenças expressivas já no primeiro ano.
LCI/LCA: R$ 1.124.525 (12,45% líquidos) CDB: R$ 1.120.862 (12,09% líquidos) Tesouro Selic: R$ 1.118.569 (11,86% líquidos) Fundo DI: R$ 1.115.791 (11,58% líquidos) Tesouro Prefixado: R$ 1.113.220 (11,32% líquidos) Tesouro IPCA+: R$ 1.085.155 (8,52% líquidos) Poupança: R$ 1.083.623 (8,36% líquidos)
Risco, garantia e imposto também pesam no cálculo
Apesar da liderança das letras de crédito, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre só R$ 250 mil por CPF e por instituição. Quem aplicar R$ 1 milhão em um único banco ficaria com R$ 750 mil sem proteção. Já o Tesouro Selic não depende do FGC: o emissor é o próprio governo e a custódia da B3 (0,2% a.a.) explica a leve desvantagem no líquido.
Títulos prefixados, como o Tesouro 14% a.a., travam a taxa atual. Se novos cortes da Selic forem confirmados, esses papéis tendem a ganhar valor de mercado, enquanto pós-fixados, como CDBs e fundos DI, perdem rendimento gradualmente.
Como isso afeta o seu bolso? Planejar o tamanho do aporte em cada produto é crucial para equilibrar retorno, segurança e carga tributária. Para mais detalhes sobre estratégias em tempos de juros altos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash