Segredo químico revelado pelo MIT promete aliviar gastos de infraestrutura
MIT – Em estudo publicado em janeiro de 2023, a universidade detalhou como nódulos de cal presentes no concreto romano selam rachaduras em contato com água, fenômeno que mantém monumentos como o Panteão intactos há quase dois milênios e pode reduzir drasticamente o custo de manutenção de pontes, túneis e edifícios modernos.
- Em resumo: Autocura do material dispensa reparos frequentes e pode gerar economia bilionária em obras públicas.
Quanto a autosselagem pode poupar dos cofres públicos
Segundo estimativas da Reuters, governos gastam, em média, 2% do PIB por ano para manter estruturas de concreto tradicional. Se parte desse montante fosse aplicada em materiais com vida útil milenar, a conta corrente de infraestrutura poderia encolher sensivelmente.
“Quando a fissura atravessa os lime clasts, a água desencadeia a recristalização de carbonato de cálcio, vedando o corte em poucas semanas”, destacam os autores do MIT, Suíça e Itália.
Oportunidade para a indústria do cimento e o mercado de carbono
Além da longevidade, a mistura vulcânica usada pelos romanos libera menos CO2 que o cimento Portland. A Agência Internacional de Energia calcula que o setor de cimento responda por 7% das emissões globais. Adaptar a fórmula antiga pode acelerar metas de descarbonização e criar créditos de carbono negociáveis.
Como isso afeta o seu bolso? Estradas e prédios que exigem menos reparo significam impostos menores ou condomínios mais baratos no longo prazo. Para mais detalhes sobre inovação em construção e seus reflexos econômicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MIT