Projeção do governo acende alerta de caixa para Previdência e SUS
Governo Federal — O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviado recentemente ao Congresso, calcula que o déficit do INSS pode quadruplicar nas próximas décadas, enquanto o Sistema Único de Saúde exigirá reforço bilionário já nos próximos anos.
- Em resumo: desequilíbrio previdenciário pode atingir 10,41% do PIB em 2100, puxando R$ 28,44 tri do Tesouro.
Pressão demográfica testa limite da Previdência
O cenário traçado pela LDO projeta que haverá apenas 1,6 trabalhador para cada idoso em 2060, ante 4,6 hoje, comprometendo o modelo de repartição. Dados do IBGE sobre envelhecimento reforçam a rapidez da virada etária brasileira.
“Nas próximas décadas, o Brasil passará por profunda modificação de sua estrutura etária, com aumento do número de idosos na população e redução do número de jovens”, diz o documento enviado ao Legislativo.
Saúde pede R$ 121 bi extras; educação encolhe R$ 30 bi
Além da Previdência, o Executivo estima que o SUS precisará de aportes adicionais de R$ 121 bilhões até 2036 para absorver a maior demanda de tratamentos crônicos e de alta complexidade típica da terceira idade. Em contrapartida, a rede pública de ensino pode economizar R$ 30,2 bilhões, reflexo da queda na natalidade.
Historicamente, gastos sociais crescem em linha com a arrecadação. Desde o novo arcabouço fiscal, saúde e educação recebem percentuais fixos da receita líquida federal (15% e 18%, respectivamente). Se a base tributária não acompanhar o salto de despesas médicas e benefícios, o governo poderá rever parâmetros — como idade mínima rural, regras de MEI ou mecanismos automáticos de ajuste atuarial — para fechar as contas.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Anhanguera