Alta acumulada ameaça encarecer passagens apesar de isenções temporárias
Petrobras — A estatal reajustou o preço do querosene de aviação em média 18% na última sexta-feira (1º), elevando em R$ 1 o litro e levando a alta acumulada a 73% nos últimos dois meses, movimento que pressiona diretamente o caixa das companhias aéreas.
- Em resumo: combustível já pesa 45% nos custos operacionais das empresas de aviação.
Guerra no Irã empurra Brent e repassa choque ao QAV
O salto no barril de petróleo — que beirou US$ 120 segundo dados da Reuters — vem desde o início do conflito no Irã, encarecendo derivados em todo o mundo.
“O preço de venda do QAV é calculado por fórmula vigente há mais de 20 anos, que amortece variações externas, mas não isola o mercado interno”, destaca a nota da Petrobras.
Medidas de alívio fiscal adiam, mas não anulam impacto no bolso
Para conter a escalada, o governo zerou PIS/Cofins sobre o QAV até 31 de maio, adiou tarifas de navegação aérea e liberou R$ 9 bi em crédito via BNDES. A própria Petrobras permite parcelar parte do aumento em seis vezes, com primeira parcela só em julho de 2026.
Historicamente, o combustível de aviação acumula variação de 154% desde 2020, enquanto o IPCA geral subiu 25% no mesmo intervalo, de acordo com números do IBGE. Se repassado integralmente, cada 10 p.p. de ajuste no QAV pode encarecer a passagem doméstica em até 4 p.p., segundo estimativas de analistas do setor.
Como isso afeta o seu bolso? A combinação de alta no insumo e dólar firme tende a refletir em bilhetes mais caros nos próximos meses. Para mais detalhes sobre o panorama de Economia e Mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras