Contagem regressiva para receber proventos sem a mordida do Fisco
Receita Federal – A corrida por dividendos 100% livres de Imposto de Renda entra na reta decisiva em maio, quando 14 empresas ainda pagarão lucros totalmente isentos antes da cobrança de 10% que passa a valer para valores acima de R$ 50 mil no mesmo mês.
- Em resumo: depois de maio, somente proventos até R$ 50 mil mensais seguirão livres da nova tributação.
Calendário pressiona investidores a antecipar aportes
Segundo a Agenda de Dividendos do InvestNews, os pagamentos isentos programados contemplam gigantes como Petrobras, Itaú, Bradesco e Gerdau. A lista já considera a regra da Lei 15.270, mas aproveita a brecha aberta por decisões judiciais que postergaram a cobrança para abril. A partir de junho, qualquer dividendo anunciado entra diretamente no novo regime, confirmam dados da B3.
“O novo Imposto de Renda incide sempre que os dividendos – pagos pela mesma empresa e para a mesma pessoa – superam R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano), com recolhimento na fonte.” — Lei 15.270
De onde vem a alíquota de 10% e o que muda para quem vive de renda
Desde 1996 os dividendos eram integralmente isentos no Brasil. O modelo mudou em 2026 para aproximar o país das práticas de mercados maduros, onde a distribuição de lucros costuma ser tributada. Já os Juros sobre Capital Próprio (JCP) permanecem com retenção de 17,5% na fonte, diferença que deve ganhar peso na escolha entre ações pagadoras de dividendos ou JCP.
A nova regra reduz a atratividade de estratégias que concentram alto volume de proventos mensais. Investidores que recebem mais de R$ 50 mil por mês terão automaticamente 10% retidos na fonte, exigindo revisão de carteiras e possíveis migrações para fundos imobiliários, que continuam isentos para pessoas físicas, conforme lembra relatório recente da Reuters.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews