Queda rompe linha de neutralidade e pressiona varejo e serviços
Ipsos – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) brasileiro escorregou de 52,2 para 49,2 pontos em abril, voltando à zona de pessimismo pela primeira vez em 11 meses e indicando risco de retração no consumo das famílias.
- Em resumo: piora simultânea em emprego, situação financeira, consumo e expectativas futuras.
Guerra no Irã e juros altos derrubam expectativas
Segundo a consultoria, o recuo doméstico acompanha a maré negativa observada em potências como Estados Unidos e Reino Unido. A Reuters destaca que a escalada de tensão no Oriente Médio elevou a percepção de risco global e contaminou os indicadores de confiança.
“Esse choque de pessimismo tem um gatilho claro: os impactos econômicos decorrentes da eclosão da Guerra no Irã”, aponta Rafael Lindemeyer, da Ipsos.
Risco para o poder de compra e planos das famílias
Abaixo da marca de 50 pontos, o índice sugere mais consumidores inseguros do que otimistas. Historicamente, leituras nessa faixa costumam refletir menores intenções de compra de bens duráveis e adiamento de contratações no varejo. Com a taxa Selic ainda em patamar elevado e revisões de inflação para cima em itens essenciais, o cenário de cautela ganha força.
O termômetro do presente caiu para 39,4 pontos, enquanto o subíndice de consumo recuou a 45,4. Apenas 27,9% dos entrevistados veem sua condição financeira como “boa” e 48,2% acreditam que a economia local estará melhor em seis meses – primeira vez no ano em que essa fatia fica abaixo da metade.
Como isso afeta o seu bolso? Menos confiança significa possibilidade de crédito mais caro, promoções agressivas do comércio e, em último caso, desaceleração na geração de vagas. Para acompanhar todas as atualizações sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão Conteúdo