Especialistas veem janela rara para dolarizar parte da carteira antes da próxima onda de incerteza
Banco Central do Brasil – Na esteira da transmissão da Record sobre o choque EUA-Irã, o real ganhou força, o dólar renovou mínimas de 12 meses e o Ibovespa flertou com 200 mil pontos. O rali doméstico, porém, reacende a pergunta: manter ou ampliar a fatia de investimentos no exterior?
- Em resumo: analistas defendem alocação internacional de 15% a 20% como proteção estrutural contra choques geopolíticos.
Choque de guerra e petróleo: o que muda para o investidor
O conflito elevou o barril do Brent para patamares não vistos desde 2024, de acordo com levantamento da Reuters. A disparada da commodity pressiona a inflação global e adia cortes de juros em economias centrais, sustentando a volatilidade.
“Esses movimentos geralmente se dissipam em poucas semanas ou meses e não afetam a bolsa como um todo no médio e longo prazo”, destaca Cauê Valim, da Avenue.
Dólar baixo hoje, inflação alta amanhã: por que a tese global segue intacta
Mesmo com o câmbio favorável agora, o diferencial de inflação entre Brasil e EUA sustenta a projeção de fortalecimento do dólar no longo prazo. Quem aplica lá fora captura não apenas a eventual alta da moeda, mas também rendimentos de 4,5% a 5% ao ano em títulos soberanos norte-americanos – patamar historicamente elevado.
Como isso afeta o seu bolso? Uma carteira 100% local fica exposta a riscos fiscais e a uma bolsa concentrada em bancos e commodities, deixando de fora gigantes de tecnologia e setores defensivos globais. Para entender outras estratégias de diversificação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Record