Metais básicos avançam e ameaçam o domínio histórico do minério de ferro
Vale (VALE3) — Na divulgação do 1T26, a mineradora registrou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, 36% maior em um ano, enquanto o níquel elevou o EBITDA do segmento em expressivos 576%, reposicionando a carteira de receitas da companhia.
- Em resumo: níquel foi o motor oculto que adicionou US$ 1,2 bilhão ao EBITDA de metais básicos, alta de 116% na divisão.
Níquel vira “estrela” e turbina o resultado operacional
O salto no níquel é atribuído à combinação entre corte de custos e melhor aproveitamento de subprodutos, movimento que coincide com a recente recuperação do preço internacional do metal — referência monitorada pela Reuters.
“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada e projetos estratégicos em metais básicos”, destacou o CEO Gustavo Pimenta.
Minério de ferro perde fôlego; caixa cresce, mas dívida acompanha
Apesar de o minério ainda responder por US$ 2,9 bilhões em EBITDA — praticamente estável — o espaço para expansão ficou menor. O custo caixa C1 subiu para US$ 23,6/t, pressionado pela valorização do real, enquanto o fluxo de caixa livre recorrente avançou 61%, para US$ 813 milhões.
Historicamente, o minério representava mais de 80% do resultado operacional da Vale. Agora, com metais básicos ganhando terreno, a diversificação pode amortecer oscilações típicas da commodity de ferro e abrir caminho para múltiplos de valuation menos voláteis.
Como isso afeta o seu bolso? Um portfólio mais equilibrado tende a reduzir a sensibilidade das ações às flutuações do minério, mas amplia a exposição aos ciclos de metais usados em baterias, como níquel e cobre. Você vê essa mudança como positiva para o longo prazo? Para mais análises do setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Vale