Explosão de sinistralidade ameaça custos de empresas e Previdência
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Dados divulgados recentemente mostram que, em 2025, o país registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes, o maior patamar da série histórica, acendendo alerta sobre o peso financeiro para companhias e cofres públicos.
- Em resumo: afastamentos já somam 106 milhões de dias, com reflexo direto em folha, produtividade e alíquotas de seguro.
Alta de sinistralidade pressiona folha empresarial
O salto de 65,8% nos acidentes desde 2020 coincide com a retomada do emprego formal, mas também amplia o passivo trabalhista. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a massa salarial cresce abaixo do custo com benefícios, sinalizando perda de margem para setores intensivos em mão de obra.
“É fundamental fortalecer a cultura de prevenção; cada dia perdido custa ao empregador e ao próprio trabalhador”, alerta Alexandre Scarpelli, diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT.
Carga previdenciária pode subir com recorde de afastamentos
Somente entre 2016 e 2025, o INSS arcou com 249 milhões de dias em benefícios permanentes. Historicamente, períodos de alta sinistralidade elevam a alíquota FAP — o fator que ajusta a contribuição patronal ao grau de risco. Se o ciclo ascendente se mantiver, empresas de transporte, construção e saúde podem ver o percentual subir de 1% para até 3% da folha, agravando o custo operacional.
Como isso afeta o seu bolso? Mais gastos previdenciários pressionam o orçamento da União e reduzem espaço para desonerações, o que tende a refletir em salários e preços. Para acompanhar análises sobre mercado de trabalho e custos corporativos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PRF