Capitalização bilionária busca potência extra sem elevar dívida
Engie Brasil – A companhia estuda abrir uma oferta subsequente de ações, em parceria com Itaú BBA e Santander, para levantar até R$ 10 bilhões, medida que, segundo fontes de mercado, deve viabilizar a compra de 40% da hidrelétrica de Jirau e influenciar futuros repasses de tarifas.
- Em resumo: operação pode ser lançada no meio do ano e redirecionar fluxos de caixa já em 2025.
Detalhes da oferta e o papel dos bancos coordenadores
Fontes próximas ao processo afirmam que o pipeline compilado pela Reuters aponta para a participação inicial de Itaú BBA e Santander na coordenação, com possibilidade de outros bancos entrarem para diluir riscos e ampliar o book de demanda.
O conselho da Engie autorizou, em dezembro, “medidas para avaliar a viabilidade” da aquisição dos 40% em Jirau, segundo fato relevante divulgado na época.
Por que a usina de Jirau é peça-chave no portfólio
Com 3.750 MW de capacidade instalada no rio Madeira (RO), Jirau figura entre as maiores hidrelétricas privadas do país. Ao incorporar o ativo, a Engie eleva sua produção firme em um momento de recuperação gradual dos reservatórios e de revisão do Plano Decenal de Expansão Energética do Ministério de Minas e Energia.
Historicamente, aquisições desse porte tendem a alterar o perfil de distribuição de dividendos: mais caixa operacional, mas também necessidade de reservas para amortizar desembolsos. Em paralelo, o custo de capital próprio (Ke) pode se manter controlado, pois a oferta de ações reduz a alavancagem sem pressionar o rating de crédito.
Como isso afeta o seu bolso? Uma Engie mais capitalizada e com geração adicional pode estabilizar tarifas e sustentar pagamentos de proventos. Para acompanhar outras movimentações do setor, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Engie Brasil