Disparo nas concessões renova debate sobre custo do dinheiro em 2024
Banco Central – Dados divulgados recentemente mostram que o volume de novos empréstimos deu um salto de 20,3% em março, elevando o estoque total de crédito no país para R$ 7,215 trilhões, movimento que reaquece a disputa bancária por clientes e pressiona as margens de juros.
- Em resumo: concessões livres avançaram 19,4%, enquanto linhas direcionadas subiram 29,3% no mês.
Juros e spread caem no crédito livre, mas inadimplência ainda preocupa
O custo médio do crédito livre recuou para 48,3% ao ano, menor patamar desde novembro, de acordo com dados do Banco Central. O spread bancário também cedeu, de 35,1 para 34,6 pontos percentuais, numa combinação de maior competição entre bancos e expectativa de manutenção da trajetória de queda da Selic.
“As concessões de empréstimos subiram 20,3% em março, com redução de 0,1 ponto percentual nos juros do crédito livre”, informa o Relatório de Estatísticas Monetárias do BC.
É impulso sazonal ou sinal de retomada estrutural do crédito?
Historicamente, o primeiro trimestre concentra liberações para capital de giro e adiantamento de recebíveis, além de renegociações pós-férias. Contudo, analistas lembram que o estoque de crédito já cresce 8,3% em 12 meses, acima da expansão de 7,6% vista há um ano, indicando possível retomada mais firme caso a Selic prossiga em patamar de um dígito no segundo semestre.
Como isso afeta o seu bolso? Linhas pessoais devem ficar ligeiramente mais baratas, mas taxas ainda exigem cautela: a inadimplência no crédito livre está em 5,7%. Para acompanhar outros movimentos do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central